Sobre a doença de Parkinson

Informação clara para pacientes, familiares e voluntários – porque entender é o primeiro passo para acolher.

Uma síndrome do sistema nervoso central

A doença de Parkinson é uma síndrome que afeta o sistema nervoso central – região do cérebro responsável por receber e processar informações, principalmente o sistema motor, que controla os movimentos do corpo. Isso acontece porque o cérebro diminui a produção de dopamina, substância importante para o controle de atos como andar, escrever, falar e realizar as atividades do dia a dia.

É a segunda doença neurodegenerativa mais frequente no mundo e atinge cerca de 11 milhões de pessoas.

Dr. Werner Garcia de Souza

Neurologista, fala sobre a doença de Parkinson.

O que pode estar por trás do Parkinson

Não se sabe a causa exata da doença. No entanto, a combinação de fatores genéticos, ambientais e do envelhecimento cerebral pode ter um papel no seu desenvolvimento.

Genética

Em alguns casos, alterações nos genes podem estar ligadas à doença, mas a maioria dos casos não é hereditária.

Idade

A chance de ter Parkinson aumenta com o envelhecimento, sendo mais comum depois dos 55 anos.

Ambiente

Contato com produtos químicos (pesticidas, solventes), beber água de poço ou sofrer traumas repetidos na cabeça podem aumentar o risco. Alguns medicamentos usados no passado também podem ter ligação.

Emocional

Embora pouco estudado, traumas emocionais podem influenciar no início de doenças como o Parkinson.

Motores e não motores

Os sintomas mais conhecidos são os que afetam o movimento:

Bradicinesia

Lentidão nos movimentos - dificuldade para se mover rápido ou com a mesma amplitude de antes.

Tremores

Geralmente nas mãos ou dedos, mais comuns quando a pessoa está em repouso.

Rigidez muscular

Músculos rijos, que tornam os movimentos mais difíceis.

Equilíbrio

Dificuldade de equilíbrio que pode causar quedas e insegurança ao andar.

Também existem sintomas que não estão ligados diretamente ao movimento, como: problemas para dormir, ansiedade e depressão, prisão de ventre, vontade urgente de urinar, suor em excesso, salivação exagerada e dores pelo corpo. O diagnóstico não é simples e precisa ser feito por um neurologista especializado em distúrbios do movimento.

Como retardar o avanço da doença

Ainda não existe cura para o Parkinson, mas algumas atitudes podem minimizar os sintomas e propiciar uma melhor qualidade de vida:

Praticar exercícios físicos

Movimento regular preserva mobilidade, equilíbrio e humor.

Alimentação equilibrada

Nutrição adequada apoia o organismo e a resposta aos tratamentos.

Mente ativa e socialização

Convivência, leitura e atividades cognitivas ajudam a manter funções importantes.

Como ajudar um parkinsoniano

Seja paciente e respeitoso

Movimentos lentos ou tremores fazem parte da condição. Evite pressa ou interrupções - respeite o ritmo da pessoa.

Ofereça ajuda, mas pergunte antes

Nem sempre a pessoa precisa ou quer ajuda naquele momento. Perguntar “posso te ajudar com isso?” é sempre um bom começo.

Incentive a autonomia

Estimular a independência é importante para a autoestima. Ajude sem tirar da pessoa o que ela ainda consegue fazer sozinha.

Facilite o ambiente

Espaços adaptados, com menos obstáculos, boa iluminação e apoio para caminhar ajudam a prevenir quedas e facilitam a mobilidade.

Mantenha o convívio social

Convide para passeios, rodas de conversa, música ou atividades leves. A interação social é essencial para o bem-estar emocional.

Informe-se sobre a doença

Conhecer os sintomas, os tratamentos e as fases do Parkinson ajuda a compreender e agir com mais empatia.

Apoie emocionalmente

Um bom papo, uma escuta atenta ou um momento de leveza podem ter um impacto enorme.

Importante:

As informações desta página têm caráter educativo. Diagnóstico, prescrição de medicamentos e indicação de terapias devem ser feitos por profissionais de saúde habilitados. Também existem sintomas que não estão ligados diretamente ao movimento, como: problemas para dormir, ansiedade e depressão, prisão de ventre, vontade urgente de urinar, suor em excesso, salivação exagerada e dores pelo corpo. O diagnóstico não é simples e precisa ser feito por um neurologista especializado em distúrbios do movimento.