Informação clara para pacientes, familiares e voluntários – porque entender é o primeiro passo para acolher.
A doença de Parkinson é uma síndrome que afeta o sistema nervoso central – região do cérebro responsável por receber e processar informações, principalmente o sistema motor, que controla os movimentos do corpo. Isso acontece porque o cérebro diminui a produção de dopamina, substância importante para o controle de atos como andar, escrever, falar e realizar as atividades do dia a dia.
É a segunda doença neurodegenerativa mais frequente no mundo e atinge cerca de 11 milhões de pessoas.
Neurologista, fala sobre a doença de Parkinson.
Não se sabe a causa exata da doença. No entanto, a combinação de fatores genéticos, ambientais e do envelhecimento cerebral pode ter um papel no seu desenvolvimento.
Em alguns casos, alterações nos genes podem estar ligadas à doença, mas a maioria dos casos não é hereditária.
A chance de ter Parkinson aumenta com o envelhecimento, sendo mais comum depois dos 55 anos.
Contato com produtos químicos (pesticidas, solventes), beber água de poço ou sofrer traumas repetidos na cabeça podem aumentar o risco. Alguns medicamentos usados no passado também podem ter ligação.
Embora pouco estudado, traumas emocionais podem influenciar no início de doenças como o Parkinson.
Lentidão nos movimentos - dificuldade para se mover rápido ou com a mesma amplitude de antes.
Geralmente nas mãos ou dedos, mais comuns quando a pessoa está em repouso.
Músculos rijos, que tornam os movimentos mais difíceis.
Dificuldade de equilíbrio que pode causar quedas e insegurança ao andar.
Também existem sintomas que não estão ligados diretamente ao movimento, como: problemas para dormir, ansiedade e depressão, prisão de ventre, vontade urgente de urinar, suor em excesso, salivação exagerada e dores pelo corpo. O diagnóstico não é simples e precisa ser feito por um neurologista especializado em distúrbios do movimento.
Ainda não existe cura para o Parkinson, mas algumas atitudes podem minimizar os sintomas e propiciar uma melhor qualidade de vida:
Movimento regular preserva mobilidade, equilíbrio e humor.
Nutrição adequada apoia o organismo e a resposta aos tratamentos.
Convivência, leitura e atividades cognitivas ajudam a manter funções importantes.
Movimentos lentos ou tremores fazem parte da condição. Evite pressa ou interrupções - respeite o ritmo da pessoa.
Nem sempre a pessoa precisa ou quer ajuda naquele momento. Perguntar “posso te ajudar com isso?” é sempre um bom começo.
Estimular a independência é importante para a autoestima. Ajude sem tirar da pessoa o que ela ainda consegue fazer sozinha.
Espaços adaptados, com menos obstáculos, boa iluminação e apoio para caminhar ajudam a prevenir quedas e facilitam a mobilidade.
Convide para passeios, rodas de conversa, música ou atividades leves. A interação social é essencial para o bem-estar emocional.
Conhecer os sintomas, os tratamentos e as fases do Parkinson ajuda a compreender e agir com mais empatia.
Um bom papo, uma escuta atenta ou um momento de leveza podem ter um impacto enorme.
As informações desta página têm caráter educativo. Diagnóstico, prescrição de medicamentos e indicação de terapias devem ser feitos por profissionais de saúde habilitados. Também existem sintomas que não estão ligados diretamente ao movimento, como: problemas para dormir, ansiedade e depressão, prisão de ventre, vontade urgente de urinar, suor em excesso, salivação exagerada e dores pelo corpo. O diagnóstico não é simples e precisa ser feito por um neurologista especializado em distúrbios do movimento.